Pernambuco confirma sétimo caso de superfungo

Confirmado o sétimo caso do superfungo Cândida auris em Pernambuco. O paciente é um homem de 69 anos, que está internado e em isolamento na enfermaria do Hospital Tricentenário, em Olinda. Já são três casos confirmados somente nesta unidade de saúde e todos cumprem isolamento. No geral, foram confirmados casos em hospitais da rede pública em Recife, Olinda e Paulista. A Secretaria de Saúde do Estado informou que duas pessoas já receberam alta hospitalar.

Mesmo não havendo casos de morte, a possibilidade de proliferação do Candida Auris preocupa os órgãos de saúde porque ele passou a ser identificado como “superfungo”, por ser resistente a praticamente todos os medicamentos produzidos e por ser de fácil contágio e difícil diagnóstico. Além disso, é preciso uma análise laboratorial especializada para não ser confundido com outros tipos de fungos comuns. Outra preocupação é a alta taxa de letalidade: de 30% a 60% dos contaminados falecem.

Ainda segundo a Secretaria Estadual, a partir desta sexta-feira (2), começa a reabertura do Hospital Miguel Arraes, que fica na cidade de Paulista e onde aconteceu o diagnóstico do primeiro caso. Os setores vão ser liberados gradativamente. Agora serão 56 leitos; metade para ortopedia e metade para cirurgia geral. A área de emergência permanece fechada para atendimento de novos casos.

No último dia 25 de maio, o governo do estado criou um Comitê de especialistas que acompanha, orienta e reforça ações integradas dos órgãos de saúde para conter a proliferação do superfungo. Uma das missões do Comitê é evitar que aconteça novamente o surto ocorrido no estado entre dezembro de 2021 e setembro de 2022, quando 47 pessoas foram atendidas no Hospital da Restauração. Na época, não houve mortes.

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