Imunidade natural após superar Covid-19 permanece ‘sólida’ por meses, aponta estudo

A imunidade natural contra a forma mais grave da Covid-19, com hospitalização ou morte, que é adquirida após superar o vírus, permanece “sólida” por meses e é eficaz contra todas as variantes do vírus, segundo indica uma meta-análise publicada pela revista “The Lancet“. Nos meses posteriores à infecção, a imunidade permanece igual ou superior a 88%, com base na análise de 65 estudos diferentes realizados em 19 países. O trabalho sugere que o nível e a duração da proteção contra reinfecção, doença sintomática e doença grave são pelo menos comparáveis ​​aos oferecidos por duas doses de vacinas de mRNA, como as da Moderna e da Pfizer-BioNtech no caso das variantes alfa, delta e ômicron. “A vacinação é a maneira mais segura de adquirir imunidade”, enfatizou à revista o principal autor da análise, Stephen Lim, pesquisador da Escola de Medicina da Universidade de Washington. “Adquirir imunidade natural deve ser ponderado em relação aos riscos de doenças graves e morte associadas à primeira infecção”, alertou o especialista.

A proteção da imunidade natural contra a reinfecção é de cerca de 85% em dez meses no caso das variantes alfa e delta, enquanto no caso da ômicron BA.1 essa salvaguarda cai para 36% após esse período de tempo. No entanto, a proteção é de 90% em dez meses nas variantes alfa e delta contra hospitalização e morte, e de 88% no caso da ômicron BA.1, segundo o estudo. A proteção mais fraca no caso da variante ômicron e suas subvariantes “reflete mutações que lhes permitiram escapar da imunidade mais facilmente do que outras variantes”, explicou Hasan Nasserldine, coautor do artigo.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui